Caminhoneiros pedem intervenção no “livre mercado” e fazem movimento enviesado. (Clóvis Veronez)

CAMINHÔES

Sob a liderança de quem costuma defender Estado mínimo, livre iniciativa, livre concorrência e outras “coisitas”, começou na noite passada o protesto, que alguns chamam de “greve, de uma facção do movimento dos caminhoneiros.

O movimento reivindica que o governo estabeleça tabela mínima para o serviço de frete.

Greve? Contra o Estado? De uma categoria que não prestou concurso público, ou tem sua atividade concedida por este? Percebe-se logo que alguma coisa não “bate”. É movimento enviesado com nítida intenção de produzir caos, ou de outro modo, resultaria de uma escolha equivocada e ingênua do foco.

O preço mínimo deve ser negociado em relações de mercado e não por decreto, evidente!

O preço do frete, hoje negociado de maneira livre entre contratante e contratado, caiu 37% em todo o país nos últimos cinco meses, de acordo com a Federação dos Transportadores Rodoviários Autônomos do Estado de São Paulo (Fecamsp).

No dia 17 de abril deste ano, o governo publicou no “Diário Oficial da União” o decreto da presidente Dilma Rousseff que regulamenta a Lei dos Caminhoneiros, sancionada no início de março. As novas regras já estão em vigor em todo o país. Uma delas, que era reivindicação dos caminhoneiros, é a isenção de pedágio para cada eixo suspenso de veículos que circularem vazios.

O texto estabelece ainda que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) defina critérios para medir a carga transportada em rodovias federais em 180 dias a contar do dia 17 de abril. Até lá, o decreto diz que “consideram-se vazios os veículos de  transporte de carga que transpuserem as praças de pedágio com um ou mais eixos que mantiverem suspensos”.

O movimento, agora, tem maior adesão no RS, SC e MT mas, em vista do equívoco que o orienta, perderá logo sua força.

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