Diálogos na madrugada suja (clóvis veronez)

consp

O dia não acabou bem, pensou. Nada tinha acontecido como planejara, seria impossível dormir, já se foi meio litro daquele 12 anos e nada de chegar o sono. Ia ao computador e só lia o nome dele, ligava a TV e lá estava ele. Bosta! Estava com problemas.

Havia contado um segredo a uma “entidade” que omitia. Tinha convicção que deveria antecipar-lhes os passos, porém, meio do caminho, outros ficaram sabendo. havia quase uma semana que a maldita rede social só falava sobre suas peripécias. Tinha que dar um jeito nisso, pensou, para em seguida ir catar o smart.

Incomodado digitou a senha de acesso ao contato:

KaPTa_ (assim era conhecido aqui) Daglô, que porra foi aquela do helicóptero chegar antes da gente?

DaGlo_Pô KaPTa…Isso é hora? Tô com uma puta dor de cabeça.

KaPTa_Aqui ô, DaGlo: eu bem que avisei ao japonês da pastelaria, que o de camarão era só prá ti.

DaGlo_P.Q.P,… desculpe! Não atrasei meu relógio semana passada, tô ainda no horário de verão. Deu a a merda que deu! Quando dei por conta, tava lá, essa porra do helicóptero faz barulho pá cara…Acordei todo mundo, antes de vcs chegarem. Fui mal.

KaPTa_P.Q.P digo eu, não é só isso! Faz uma semana que a imprensa suja vem dando a barbada! Vcs vão me f…!

DaGlo_Perdemos a porra do controle, aquilo lá tá cheio de “artistasinho” metido a besta… eu bem que avisei… não dá prá confiar nem na sombra.

KaPTa_Vazamento tem que ser sigiloso, porra, assim bota tudo a perder, fracasso total. O máximo que conseguimos foi encontrar uma peça de mortadela na geladeira e um isopor com as digitais do sujeito. (caiu a ligação)

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