O dia depois ao balão de ensaio do golpe midiático (clóvis veronez)

vai ter luta
A observação do editorial da ZH, neste sábado, aponta a sequência das ações midiáticas, inauguradas na sexta via edição JN e que seguiram, ontem, na 24 operação da Lava Jato. “circo” orquestrado/encadeado pela rede Globo em conjunto com a polícia política, do Mouro lá de Curitiba, que afrontou o estado de direito e a fraca democracia Brasileira.
O cenário ostensivo, construído  com base em uma semiótica do caos, foi um ousado balão de ensaio da elite brasileira: um teste para o golpe, uma declaração de guerra, uma ode ao “senso comum”.
A consequência? Os acontecimentos no futuro próximo irão definir. Quem perdeu quem ganhou é questão de opinião em disputa. – Saberemos!
Numa avaliação preliminar, arrisco dizer: Se não provarem, condenando o LULA por qualquer coisa que seja, tal operação terá eleito o “DA SILVA” presidente em 2018.
A reação da militância democrática, dos movimentos sociais, especialmente nas redes sociais, estabeleceram um irresistível contra ponto ao viés golpista.
Conduziu Lula ao de quem lhe achacou e, por mais que tentassem (e tentaram) editar suas falas, não lograram exito. Hoje, a mídia elogia, como recurso último para desqualificação, a capacidade oratória do ex presidente.
Há pouco, na rádio Gaúcha, a “brilhante” Rosane Oliveira invertia os papéis: com certo sarcasmo que lhe é peculiar. Ao reconhecer a capacidade discursiva do Lula , definia como operação de marketing. No entanto, não conseguia esconder inquietudes, tais como: a capacidade de mobilizar pessoas diante de eventos como os do dia de ontem. A esquerda, Lula e a rede social democrática, mobilizaram um número maior do que o pretendido pela Globo, da qual, Rosane, é sua porta voz no sul.
Se o Show midiático não resultar em provas reais, ele terá tido efeito contrário daqueles pretendidos na sua articulação.
Constrangeram, isso fizeram. No entanto, puseram-se constrangidos. O ônus da prova cabe, agora, a quem quer “prender”. A opinião pública não aceitará, no caso Lula, a condenação antecipada pretendida pretendida no midiático, A população ainda cultiva no seu imaginário a presunção da inocência do líder nacional.  E, como a Globo foi obrigada a “reconhecer”, Lula tem boa “retórica”.
Retórica, não seria a qualidade de Lula numa visão mais técnica: o caso para a ciência política é o do líder carismático.
“Não devo nada, não tenho nada a temer”…”Não tenho triplex, quero saber quem vai me dar um triplex, a globo?” …”Quiseram acabar com a jararaca, acertaram o rabo não a cabeça”. (Expressões do Lula, escritas aqui, pelo viés da lembrança.)
Mas, o sol começa a surgir no horizonte e volto ao editorial da ZH-serviçal… Não sei se terei paciência, a ladainha tem o tal senso comum como endereço – Tô fora! Hoje é sábado…e já sei  da missa, muito mais que a metade.

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