A eles cumpre insuflar o ódio; a nós, descortinar a verdade (clóvis veronez)

odio

A Folha e a Globo deflagraram na sexta feira o espetáculo “justa violência ao bode expiatório, nosso inimigo”. O titulo é meu, mas resume a ópera midiática e o roteiro tenebroso que guiou-lhe.

Onde erraram? Para concretizar-se plenamente, a unanimidade violenta necessita da aderência da própria vítima, acusada dos males que sobre ela recaem e que a torna vulnerável à violência institucionalizada.

Não foi o que ocorreu. Lula, e o que o próprio passou a representar, jamais aceitarão essa sublimação da vingança das elites e a sanha do poder a qualquer custo, muito menos, a que visa insuflar o ódio para atingir a instabilidade social.

O descortinamento da verdade, a reestruturação de um saber jurídico que, liberto das ilusões míticas da violência e, sobretudo, liberto do platonismo cultural das instituições, possa (re)encontrar a sua maturidade, mesmo diante da atmosfera criada pelos artífices do retrocesso, fazendo avançar a frágil democracia brasileira.

No momento, impõe a edição de filtros de contenção da violência. A violência não produz autoridade, produzirá revés na opinião pública. A autoridade será concedida a quem tornar verossímil a verdade. Este é o grande desafio.

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