MERCADANTE: Já vai tarde

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(do tijolaço)

A nota emitida pela Presidenta Dilma Rousseff não deixa qualquer dúvida: Aloísio Mercadante está convidado a sair por bem, antes de por mal,  do Governo.

A presidenta da República, Dilma Rousseff, repudia com veemência e indignação a tentativa de envolvimento do seu nome na iniciativa pessoal do ministro Aloizio Mercadante, no episódio relativo à divulgação, feita no dia de hoje (15), pela revista Veja.

Precisa mais? Só se acrescentar o que dizia minha avó: porta da rua é serventia da casa.

Diga-se em defesa de Mercadante que ele não deve ser demitido por crime, porque não cometeu nenhum, apenas se disse pronto a obstruir a Justiça, ainda que não o tenha feito (além do caráter para não fazê-lo, falta-lhe também copetência para o malfeito).

Deve ser demitido por burrice e prepotência.

Burrice porque, como disse em post anterior, se presta a ter uma conversa desabirda, de botequim, de “mano” com o cupincha de alguém que todo mundo sabe que foi pego com a boca no queijo de uma ratoeira que lhe armaram – aliás, que métodos, hein, srs. Procuradores! – porque não só era um rato como tinha roído muito na Petrobras.

Prepotência, porque, mesmo depois de ter sido afastado no núcleo de comando político do Governo – a duras penas e com a interferência de um contrariado Lula, mete-se a interlocutor no que não é e enfia seu nariz empinado onde não deve.

Queria, decerto, aparecer como “o cara” que evitou o “problema Delcídio”, sem entender que Delcídio é um rato que usa de tudo para resolver os problemas que ele próprio tem.

Entender, aliás, é verbo que o Ministro da Educação não parece ser capaz de conjugar rapidamente quando na primeira pessoa.

Quando conseguir, se ainda tiver um pouco de decência, entrega a cartinha de “já vou tarde”.

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