Afinal, “impitimam” é golpe ou não? Quais suas consequências na superação da crise política e na economia? (clóvis veronez)

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A reposta a primeira pergunta é obvia e condiciona a segunda.

O processo de impedimento dos governantes, segundo a constituição brasileira, é legitimo desde que se caracterize crime de responsabilidade e, que tal crime, venha a ser comprovado.

Assim, todo argumento que recorra a uma comparação entre o processo que envolveu o impedimento de Collor de Mello e, agora, o de Dilma Rousseff escorrega em dois aspectos fundamentais.

1-Collor de Mello, tinha contra si provas irrefutáveis de crime. Dilma, segundo o processo que tramita na câmara federal não cometeu crime algum.

2-O impedimento de Collor foi unanimidade, o da Dilma divide a nação.

Portanto, o processo atual é nitidamente uma tentativa de golpe. Tem na origem o inconformismo dos que perderam no voto e, de lá pra cá, irresponsavelmente, orquestraram o caos político e o pessimismo na economia. Cimentam, mas omitem da opinião pública, o pretendido retrocesso nas conquistas dos trabalhadores, atacam cinicamente e amparados no show da mídia os seus direitos.

No fundo, os golpistas, pretendem cortes que atinjam os programas sociais e atendam a expectativa desse ente desconhecido: os endinheirados do tal “mercado”.

Essa maquinação “paraguaia” usa a mídia para “vender” à opinião pública um “canto de sereias” sobre a superação da crise, usa seletividade hipócrita para criminalizar seu alvo preferencial – Lula da Silva.

No caso presente, o impedimento da presidenta, comandado pelo mais corrupto dos corruptos (Eduardo Cunha), incendiaria de vez a sociedade, o ambiente político e  refletiria ainda mais, de forma negativa, na economia. Alguém duvida?

A assembléia dos quatro mil operários da Ford contra o golpe , em São Bernardo do Campo , e a decisiva reunião de Lula com lideranças de sete centrais sindicais brasileiras, neste dia 23 de março oferecem uma pista do que viria a ocorrer.

O golpe disfarçado de “impitimam” não resolveria a crise, ao contrário.

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