Blá Blá Blá (clóvis veronez)

BLABLABLA

 

Os defensores do  impeachment

Estão incomodados

Com a ressonância  adquirida pela palavra golpe.

Está em curso a guerra da narrativa antes  do fato,

No pressuposto de que a História é sempre escrita pelos vencedores.

Quando George Orwell disse isso,

Entretanto,

Era mais simples controlar  a verdade.

Não havia, por exemplo, a Internet.

Estão preocupados porque, mesmo que sejam vencedores, não escaparão do registro da História.

Depois do golpe de 1964,

Jornais (aqueles) escreveram editoriais

louvando a derrubada do presidente constitucional João Goular como se tivesse sido uma vitória da democracia contra o risco de uma ditadura comunista.

“Ressurge a democracia”, bradou O Globo.

“Mais uma vez as Forças Armadas deram provas de sua intransigência democrática”, disse o editorial da Folha.

Muitos anos e atrocidades depois, fizeram uma autocrítica envergonhada.

Estão preocupados, os atores do impeachment,

A OEA e a Unasul já  se pronunciaram contra e não será pelo tamanho e peso do Brasil que o Mercosul deixará de invocar a cláusula democrática para suspender o pais, tal como foi feito em relação ao Paraguai.

Lá também o impeachment sofrido por Lugo estava previsto na Constituição

Por isso foi um golpe paraguaio.

Na batalha contra a palavra golpe, neste domingo,

A Folha de São Paulo protestou em editorial.

“A frenética tática defensiva do governo está aí –e por isso convém reduzir ao mínimo os pretextos que possam ser utilizados pela militância na guerra retórica”, disse a Folha.

Previsto o impeachment é, tanto que já foi até aplicado.

Mas  como disse também na Folha

O insuspeito de esquerdismo-petismo Delfim Netto:

”(o impeachment) está no Congresso, está na Constituição.

Quando acontece uma violação de função. …

Vai ter que provar no Congresso se realmente houve a violação de função.” o.

E lá do vale do esquecimento ressurge em Paris

Diz-se ainda surpreso com as manifestações contra o impeachment ocorridas na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde estudou. Haverá outra.

No Estadão, o destaque é para o presidente da OAB,

Claudio (Lama)chia, que amanhã,

Vai entregar à Câmara um novo pedido

Evitará um encontro com Eduardo Cunha,

Deixando o pacote no protocolo geral da Casa. .

O STF não regulamentou golpe nenhum.

O STF que diga se houve ou não crime de responsabilidade.

Aí, sim, os ministros vão ter que separar o alho do bugalho.

Em O Globo, Merval Pereira chama de “narrativa ridícula”

As crescentes condenações ao impeachment

Que será golpe se consumado nas atuais circunstâncias:

Sem a devida prova de transgressões que configurem o crime de responsabilidade.

Esta é uma batalha que parece menor mas é importante no curso do jogo.

Agora ele está sendo decidido apenas entre as cúpulas partidárias.

As manifestações de apoio estão dispensadas.

Conturbam.

Vai que resolvem cobrar a apuração da lista da Odebrecht…

(livre adaptação - serviu de base artigo do 247)

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