Artistas: ah, os artistas

ARTISTAS

A perda de espaço do golpismo em marcha no Brasil tirou o humor dos editores do Globo, especialmente da coluna chamada “Opinião”. O crescimento do “Não vai ter golpe” nos ambientes sociais, artísticos e até políticos, conforme deixa claro manifestações de parcela importante do PMDB, despertou a ira e com ela as análises rancorosas de editores. Em coluna chamada “Terapia”, o jornalão da família Marinho ataca até seus subordinados que estiveram ontem no Palácio do Planalto para oferecer solidariedade a presidenta Dilma Rousseff.

O Grupo Globo tem apostado todas as fichas na remoção do poder, a qualquer custo, da Presidência da República constitucionalmente eleita em outubro de 2014. Afora o vice, Michel Temer, com quem tramará acordo, todos, neste Brasil imaginário, serão apeados. E a razão é óbvia: o Grupo Globo crê, ainda que a história do Brasil é mais uma novela na qual figura como roteirista, diretor e ator em um só tempo. Mas não é. Não mais.

O povo nas ruas, que a Globo chama de “psicólogos” a oferecer terapia a Dilma, representa mais do que uma claque. Mas assim a emissora o enxerga neste grande teatro em que também quer ter exclusividade.

Artistas subordinados a Globo, mas nem por isso escravos de pensamento, percebem que o que está em curso é um golpe montado em tripé: midiático, parlamentar e que conta com parcela significativa do judiciário. Este só se propõe a investigar e levar a fundo um lado da história. Poupa aqueles que podem remover Dilma: Eduardo Cunha é a referência a ser protegida. (do conexão jornalismo)

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