Malvado favorito e a ética do “impitimam” de Dilma Roussef (clóvis veronez)

Malvado

 

A pirâmide de Gizé foi roubada, sendo substituída por uma imensa réplica a gás. O feito é considerado o roubo do século, o que mexe com o orgulho de Gru (Steve Carell). Desejando realizar algo ainda mais impressionante, ele planeja o roubo da Lua. Para tanto conta com a ajuda dos mínions, seres amarelados que trabalham como seus ajudantes, e do dr. Nefario (Russell Brand), um cientista. Só que para realizar o roubo terá que tomar de Vetor (Jason Segel), o ladrão da pirâmide, um raio que consegue diminuir o tamanho de tudo que atinge. (malvado favorito)

Certo procurador, ligado à operação Lava Jato, afirmou que seria preciso, no âmbito do trabalho, “refundar a República”.

Ora, não consta na Constituição Federal, que o Ministério Público, tenha entre suas atribuições, refletir a opinião pessoal — e muito menos partidária, que lhes é vetada — de seus membros, ou a de “refundar a República”.

A República, organizada enquanto Estado, fundamenta-se na Lei, e um dos seus principais guardiões é, justamente, o Ministério Público, a quem cabe obedecer à constituição Federal, até que esta, eventualmente, seja mudada em Assembléia Nacional Constituinte.

O caso ilustra o estranho fenômeno que ocorre no Brasil, onde emerge/renasce uma estranha ética vigarista: o bandido dos “bons” ou, como denominou Roberto Jefferson – o Malvado favorito.

O dito ocorre como apelo final à estupidez.

O “malvado favorito” como o algoz da democracia incorporado à figura de Eduardo Cunha e outros 34 réus esquecidos da Lava Jato capitaneiam um golpe a galope no congresso. O mesmo congresso que faz engatinhar, sob olhares complacentes dos justiceiros e da mídia, a apuração dos seus crimes.

Vivemos em tempos em que não basta destruir-se, institucionalmente a Política como se ela fosse alguma coisa à parte do país e da sociedade, e não um instrumento — o único que existe — para a busca do equilíbrio possível entre os vários setores sociais, grupos de interesse e a população.

É tempo de subversão total da moral ética.

O futuro, talvez, esclareça o que ocorre hoje no Brasil.

Eduardo Cunha alçado a condição de favorito é como definiu Paulo Nogueira: um formidável malogro brasileiro.

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