Uma bola é uma bola não é um tijolo (Henrique Mascarenhas de Souza)

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Chamemos as coisas pelo nome certo: uma bicicleta é uma bicicleta e não um porta-aviões, uma bola é uma bola e não um tijolo, um golpe é um golpe e não um processo jurídico/político. O Poder Judiciário vai separar as contas de Dilma e Temer, pelo fato de apenas a Presidente estar sob “julgamento”. Como se isso fosse possível. A votação para os cargos majoritários, no nosso sistema eleitoral, presidente, governadores e prefeitos, é na chapa (presidente/vice, governador/vice, prefeito/vice) e é por isso que se defende que Michel Temer teve os mesmos 54 milhões e 500 mil votos atribuídos à Dilma Rousseff. Ora, se o dinheiro que financiou a campanha vencedora no último pleito (Dilma/Temer, PT/PMDB) tem origem duvidosa, o que está sendo apurado pelo TSE, não é possível separar-se quanto era para Dilma e quanto era para Temer. O dinheiro era para a chapa! Se misturarmos em um recipiente duas doses de cachaça de marcas diferentes será impossível separá-las novamente. A direita brasileira não está tentando dar um golpe. O golpe já está dado. Antes mesmo da segunda parte (que seria o “julgamento no Senado Federal), o Poder Judiciário já mostra de que lado se coloca. Nos resta resistir como pudermos e penso que todas as formas de resistência são válidas. Quem ganha quando o golpe finalmente tiver a “garantia” do Poder Judiciário e os golpistas assumirem o poder que lhes foi negado nas urnas? Acho que o grande vencedor será o capital internacional que, entre outras coisas, tomará de assalto a PETROBRAS. Quem perde? Essa é fácil: perde a Classe Trabalhadora que é sempre chamada à pagar a conta para que os ricos continuem ricos. No futuro os trabalhadores cobrarão a conta dos seus representantes que se bandearam para o lado dos golpistas, como o deputado Paulinho da Força (Força Sindical, central sindical criada no e pelo governo Collor para opor-se à CUT, Central Única dos Trabalhadores). O novo governo deverá, em nome da crise em que o PT mergulhou o país, ministrar remédio amargo para o conjunto da classe trabalhadora desde o congelamento de salários até a retirada de direitos garantidos na CLT. Sim, é verdade que os governos petistas atacaram alguns direitos nestes treze anos no poder. Mas a saída tem que ser por um governo que amplie direitos e não por um que os ataque com ferocidade. Até nosso direito de organização sindical está correndo risco. Não interessa aos golpistas que possamos nos organizar e resistir. Por essas razões, tenho lado. Meu lado é o lado da Classe Trabalhadora. E, a meu lado, tenho aqueles que posso chamar de companheiros, camaradas ou correligionários. Um viva aos trabalhadores brasileiros! Abaixo o GOLPE!

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