The Guardian despreza resposta da Globo

The Guardian esnoba Globo

The Guardian esnoba Globo – Foto: NP

João Roberto Marinho enviou ao jornal britânico The Guardian uma carta questionando artigo de David Miranda que aponta a participação da Globo no golpe contra Dilma. A carta foi publicada nos comentários.

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Globo envia carta reclamando de jornal britânico e conteúdo é exposto na caixa de comentários

João Roberto Marinho, um dos donos das Organizações Globo, enviou ao jornal britânico The Guardian uma carta questionando o artigo de David Miranda, que aponta para a participação da rede de comunicação brasileira no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. O que o magnata não imaginava é que seu texto seria exposto na caixa de comentários reservada aos leitores comuns.

“O Grupo Globo cobriu os protestos sem nunca anunciar ou dar opinião sobre elas em seus canais de notícias antes de acontecerem. Globo tomou posições iguais sobre comícios para a presidente Dilma Rousseff e contra o impeachment”, tentou argumentar Marinho, negando qualquer tomada de posição da empresa em relação às tentativas de derrubada da presidenta eleita democraticamente.

O artigo de Miranda, intitulado “A razão real por que os inimigos de Dilma Rousseff querem seu impeachment”, lembra que “a maioria dos grandes grupos de mídia atuais – que aparentam ser respeitáveis para quem é de fora – apoiaram o golpe militar de 1964 que trouxe duas décadas de uma ditadura de direita e enriqueceu ainda mais as oligarquias do país”.

“Esse evento histórico chave ainda joga uma sombra sobre a identidade e política do país. Essas corporações – lideradas pelos múltiplos braços midiáticos das Organizações Globo – anunciaram o golpe como um ataque nobre à corrupção de um governo progressista democraticamente eleito. Soa familiar?”, continuou.

The Guardian esnoba Globo

Foto: Reprodução

PS do Nossa Política: Ao Tijolaço, o senhor João Roberto Marinho pediu que fossem tiradas da rede os artigos de Fernando Brito sobre a mansão de Parati; quando se trata de jornais internacionais de reconhecida credibilidade, a Globo pede direito de resposta, aquele mecanismo que ela só concede se o ofendido for à justiça, como o fez Brizola em 1994.

Significa dizer que aqui são leões e lá fora gatinhos.

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