ME ARREPIA

ME ARREPIA

Me arrepia a conjuntura
Me arrepia o ódio classista;
Me arrepia o desrespeito à democracia
Me arrepia esse ar golpista
Me arrepia cada chamada jornalística da mídia vendida
Me arrepia ver a população sofrida reproduzindo discurso opressor
Me arrepia cada maquinação da direita contra o povo
Me arrepia cada pedido de volta do velho sistema ditatorial como esperança pro novo
Me arrepia, não nego, me arrepia!
Mas nada me arrepia mais que :
Cada coração consciente e esperançoso
Cada trabalhador e trabalhadora nas ruas
defendendo a democracia
Cada jovem em suas diferenças
gritando rebeldia
Cada golpista escrachado
Cada estudante secundarista ocupando e resistindo
Cada “racistas e fascistas não passarão”, ”
“Não vai ter golpe”, “Juventude que ousa lutar,
contrói poder popular, “Fora Cunha”…
Não nego, me arrepia, me ouriça da ponta do cabelo
ao fim da unha.

Poema: Juliana Lino, militante do Levante Popular da Juventude – MS
Foto: Coletivo de Comunicação do Levante – Thais Gobbo

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