A NEUTRALIDADE IMPOSSÍVEL (por luiz veronez)

cultura

Neste momento, em que o quadro que se desenha é um horizonte de ataques aos direitos dos trabalhadores ainda mais radical do que aquele que já vinha ocorrendo, conforme atestam documentos produzidos pelo setor golpista, em especial aos servidores públicos, é totalmente incompreensível o silêncio acompanhado de um total imobilismo de entidades sindicais que outrora e por motivos menos graves saiu às ruas para se manifestar. Não se trata aqui de defender um governo que agoniza em estado terminal, mas de ter a consciência de que o que justifica a existência dessas entidades sindicais é a defesa dos interesses dos trabalhadores e, principalmente, de seus direitos. É preciso que estás entidades e seus dirigentes acordem de sua hibernação política. A história, logo ali adiante, fará uma dura cobrança. Oportunistas não faltarão à cobrar a legitimidade dessas entidades que agora se calam à frente de tão claros ataques. A base desses sindicatos têm saído as ruas para defender as parcas conquistas dos últimos tempos. Entretanto, a direção desses têm feito “ouvido de mercador” à situação historica que se apresenta. Esta postura irresponsável é a “pá de cal” que acabará por enterrar a pretensão dessas entidades representarem a resistência e a luta dos funcionários publicos e dos trabalhadores como um todo aos ataques a direitos minimos duramente conquistados nos últimos anos. A tática de “avestruz ” é comentada pelos trabalhadores nos corredores e incompreendida diante do que se apresenta como cenário nos próximos anos , caso o golpe seja efetivado. A hora de lutar pelos direitos dos trabalhadores é agora. Não é amanhã quando já os teremos perdido.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *