Palavras “baforentas” (clóvis veronez)

traidor

Temer, o “pequeno”, manifestou-se como se o dia de ontem representasse o escrutínio da vontade de um povo, como se houvesse vencido uma eleição democrática.

Com palavras vazias de conteúdo moral disse de valores e solicitou a colaboração do povo para a “salvação” do Brasil:

“O povo brasileiro há de prestar sua colaboração para tirar o país dessa grave crise em que nos encontramos”. Segundo ele, é “urgente” fazer um governo de “salvação nacional”.

Texto contraditório na boca de um traidor. Foi um discurso de justificação do retrocesso representado na sua “posse”, uma cortina de fumaça densa de hipocrisia, para encobrir a violência do processo de impedimento contra Dilma, para encobrir o “golpe”.

Afinal, para que servem palavras baforentas na boca do traidor que não seja para dissimular a própria traição?  Nada! Para o traidor só faz sentido medir-lhe gestos e, o governo ilegítimo de Temer, deixou logo transparente sua vocação para o ataque às conquistas populares.

A limpeza ética desmoronou como um castelo de cartas marcadas. O novo ministério é um condomínio reacionário de acusados de corruptos. Tem a cara de um país velho, de um governo machista, de uma elite branca racista.

É claro que cultura, direitos humanos, negros e mulheres não contam na salvação proposta pelo “pequeno” usurpador.

Temer, o pequeno não terá a colaboração do povo brasileiro, não o representa!

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