São Paulo: Parada LGBT terá manifestações contra o golpe

Aprovação da Lei de Identidade de Gênero e respeito aos votos que elegeram Dilma Rousseff serão temas do evento que acontece em São Paulo

Em São Paulo, Parada LGBT terá manifestações contra o golpe

“Fora Temer” será uma das pautas de reivindicação da 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT, que acontecerá, em São Paulo, no próximo domingo (29). Além de tentar barrar retrocessos nas pautas LGBT, é importante denunciar outras conquistas que estão em jogo desde o golpe contra a presidenta eleita Dilma Rousseff.

“Queremos fazer um ato Fora Temer, pela defesa da Petrobras, da Previdência, a gente não pensa só na pauta LGBT. Fora Temer: contra o retrocesso, contra a extinção da Secretaria de Direitos Humanos e todas as políticas públicas, não só para LGBT, mas para negros, mulheres, idosos, juventude, e que estavam inseridas na SDH”, disse à Agência PT de Notícias o coordenador do Setorial Nacional LGBT do PT, Carlos Alves.

Alves explicou que haverá o bloco Fora Temer, organizado para sair 10h na Parada, e reunirá toda militância de esquerda e de movimentos gays, lésbicas, travestis e transexuais. A ideia é unificar a denúncia na “Frente LGBT contra o golpe”. “Não reconhecemos o Temer. É um governo de muito retrocesso e a gente não reconhece”, reforçou Alves.

Demanda histórica, o uso social por travestis e transexuais é uma das conquistas que já está em risco. No dia 18 de maio, deputados de partidos que apoiaram o golpe ( PSDB, PRB, PV, PR, PHS, PSC, PROS, DEM e PTN) protocolaram, na Câmara, um requerimento para anular esse direito, concedido via decreto pela presidenta Dilma Rousseff.

Foto: Paulo Pinto

Foto: Paulo Pinto

O tema principal do evento em 2016 é a aprovação da Lei de Identidade de Gênero (PL 5002/2013), atualmente, em tramitação na Câmara dos Deputados. “Que todos assumam a luta pelo fim da transfobia no Brasil”, diz a Associação da Parada de São Paulo. O projeto de lei quer garantir que qualquer pessoa seja econhecida e tratada pela sua identidade de gênero e, em particular, seja identificada dessa maneira.

“A existência de alguns direitos que nem poderiam ser imaginados de acontecer no passado, hoje, são possíveis devido à coragem e ao ativismo persistente que o movimento LGBT, com todas as suas diferenças, conseguiu conquistar”, escreveram os organizadores da Parada no Facebook.

No sábado, acontece a Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo 2016. Segundo a organização do ato, o objetivo é o seguinte:  “Todos os dias nos são negados os direitos básicos, colocando nossa integridade física e psicológica em risco. Resistimos e exigimos uma outra politica que nos inclua e nos respeite; por isso, a Caminhada de Lésbicas e Bissexuais desse ano terá como tema: O grito de resistência das lésbicas e bissexuais periféricas não será mais sufocado! Queremos discutir gênero nas escolas, ser respeitadas na saúde e andar nas ruas sem violência”.

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