Palmas para o retorno da Lava Jato (Juremir Machado)

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Sérgio Moro andava sumido.

A Lava Jato parecia em recesso.

Foi falar que ele voltou?

Que maravilha! Aplausos.

Os petistas acham que a proximidade da votação final do impeachment torna Moro mais ativo.

Só pode ser maledicência partidária.

Moro retornou? Em alto estilo?

Voltou prendendo petista? Faz bem. Deixou rabo, passagem para Curitiba.

Ou para a prisão mais próxima.

Se for do lugar, mais rápido chega na cadeia.

Parabéns.

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, precisa fazer um curso com Moro e os seus.

Janot pede prisão de caciques peemedebistas com foro privilegiado.

O STF puxa-lhe as orelhas. Nenhum vai conhecer as celas curitibanas.

Moro e os seus pedem prisão de petistas sem foro. Agem dentro da lei. Os alvos fazem por merecer.

É sempre gol.

Ontem, a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, publicou esta nota:

“Finjo não ver As críticas ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, antes restritas ao mundo político, se expandiram para o sistema financeiro e para parte do PIB nacional. Empresários e investidores passaram a ecoar, nos bastidores, a defesa da gestão Temer de que a Lava Jato precisa sinalizar um fim para ajudar a economia brasileira a voltar a girar. O setor privado adota, apesar da queda de três ministros, postura condescendente com o governo em nome de seus projetos na economia.

Pragmatismo Curiosamente, investidores elogiam Curitiba, que pegou empresários, e crucificam Janot. Reclamam do pedido de prisão de caciques do PMDB, derrubado pelo STF, e dizem que, embora haja percalços, Temer avança nas reformas.”

Devem estar arrependidos hoje.

Janot tenta desequilibrar o jogo.

Moro e os seus reequilibram as ações.

Nas prateleiras de Moro estão marcadas mais três fases da Lava Jato. Até a 34ª.

Acontecerão até agosto?

Uma senadora será o próximo alvo?

A apoteose seria a prisão de Lula um dia antes da votação do impeachment no Senado.

Quem sabe?

Dizem até que a Lava Jato se tornará suprapartidária nas prisões.

Mas deve ser coisa de petista ressentido.

A Lava Jato voltou.

Sérgio Moro brilha outra vez?

Ele, infelizmente, não pode levar os louros.

A Operação Custo Brasil é só um anexo paulista da Lava Jato curitibana.

Faz diferença?

Moro vai demorar a aparecer sem intermediários?

Não há o que temer.

O Brasil tem um custo.

O custo da credibilidade dos políticos.

Falando nisso: há quanto tempo não cai um ministro?

(originalmente no Correio do Povo)

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