Comidinha cara ou como a elite financia seus candidatos (clóvis veronez)

banquete

É bem fácil ler ou ouvir de que as eleições municipais serão básicas, tendo em vista as dificuldades de financiamento impostas pela mini reforma que “limitou” as possibilidades do custeio eleitoral.

Isso não se aplica aos banquetes.

Acreditar que a elite não encontraria formas de impulsionar seus candidatos é um deboche com verdade.

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Em Pelotas é comum a realização de jantares de arrecadação, forma dissimulada de captar dinheiro fácil para objetivos políticos imediatos.

Exemplo disso é um evento gastronômico em vias de realizar-se com a “desculpa” de aportar recursos na campanha da candidata Paula Mascarenhas (PSDB) para a prefeitura de Pelotas. Tal cardápio desinteressado custará a insignificância de R$ 2.500,00.

Ainda não sei, mas gostaria de saber, como estes valores são lançados na contabilidade eleitoral. Com quais máscaras?

Fácil é prever a influência dos comilões contribuintes sobre o equilíbrio e resultado do pleito a partir da centralidade que o seu dinheiro passa a ter no processo eleitoral.

Tal artimanha desiguala pessoas e candidatos em função do modelo discriminatório aquisitivo, o poder do financiamento. Quem, adiante, arcará com a fatura do banquete?

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