Essa atmosfera (clóvis veronez)

frota

Ontem, naquele 31 de julho, ficou nítido o desproporcional confronto político em marcha no País.

Ocorre entre a legalidade enfraquecida e o faceiro retrocesso patético.

Os tais verde amarelos, de forma especialmente dramática, demonstraram o abismo em que mergulhou parcela da inteligencia social brasileira.

Auto elogio da bestialidade que variou entre a ode do autoritarismo militar ou a moral pornográfica, patrocinada pelo ídolo “coxinha” Alexandre Frota, no seu xingamento aos folgados e vagabundos.

A divisão do Brasil ficou evidenciada outra vez. O 31 de julho foi pródigo em demonstrá-la.

De um lado, os trabalhadores com direitos ameaçados, cotistas, sem teto e sem terras, artistas e ativistas sociais minimamente representados.

De outro, a besta da hipocrisia travestida do moralismo patriótico que objetiva, tão somente, a reconquista de privilégios históricos já consagrados nos reajustes a algumas categorias do funcionalismo, na proteção a grupos seletos de notórios corruptos ou/e na espoliação das riquezas nacionais em favor de interesses transnacionais.

Há nesse ambiente uma perspectiva de perdas irreparáveis.

O Brasil conservador avança e o Brasil progressista não aponta a necessária unidade.

A atmosfera do presente já anuncia o pior desfecho.

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