Sim, ainda há esperança!

Mardini

Alguns atletas se tornam heróis depois de uma Olimpíada. Outros, são heróis na própria vida.

Refugiada que venceu prova no Rio já nadou três horas para salvar outras 19 pessoas

Yusra Mardini, de apenas 18 anos, ficou muito longe de uma semifinal olímpica ao cravar 1:09.21 na primeira eliminatória dos 100m borboleta na tarde deste sábado. Mas isso pouco importava. O tempo foi suficiente para ele vencer sua bateria, a primeira das disputas. Algo impensável para alguém que, há um ano, nadava para salvar outros 18 refugiados que tentavam escapar da Síria.

“Sem nadar eu nunca estaria viva agora”, diz Mardini.

Em agosto de 2015, ela e sua irmã decidiram que não dava mais para viver em meio à guerra na Síria. Como muitos, pegaram um barco para chegar à Europa. No meio do caminho, porém, o motor deste bote parou de funcionar. Morte quase certa para as duas e outras 18 pessoas.

Yusra, sua irmã e outras duas pessoas pularam na água e nadaram por três horas empurrando o bote até uma ilha na Grécia.

“Eu queria mostrar ao mundo inteiro que depois da dor, depois da tempestade, vem a calmaria”, disse logo após competir e ganhar sua bateria no Rio de Janeiro.

Sim, Yusra. Você conseguiu, mostrou ao mundo inteiro que há esperança!

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