Barbárie: Vítima de estupro, menina de 14 anos é humilhada por promotor durante audiência

(via portal fórum)

“Pra abrir as pernas e dar o rabo pra um cara tu tem maturidade, tu é autossuficiente, e pra assumir uma criança tu não tem?”, disse o promotor à garota, que foi abusada pelo pai e conseguiu na Justiça o direito de fazer um aborto

Por Redação

estupro-690x377

O promotor de Justiça Theodoro Alexandre, do Rio Grande do Sul, ofendeu e humilhou de forma machista uma adolescente de 14 anos, estuprada pelo próprio pai. Para o promotor, a garota era culpada pelo caso, teria mentido e ‘facilitado’ o abuso.

“Pra abrir as pernas e dar o rabo pra um cara tu tem maturidade, tu é autossuficiente, e pra assumir uma criança tu não tem? Tu é uma pessoa de sorte, porque tu é menor de 18, se tu fosse maior de 18 eu ia pedir a tua preventiva agora, pra tu ir lá na Fase, pra te estuprarem lá e fazer tudo o que fazem com um menor de idade lá”

As falas chocaram os presentes. Os desembargadores se mostraram constrangidos com a reação do promotor e pediram à Justiça, além de um pedido de desculpas formal para a menina, a investigação contra Theodoro pelo Conselho Nacional do Ministério Público, Procuradoria-geral de Justiça e pela Corregedoria-Geral de Justiça.

Além de acusar a garota pela violação de seus direitos, o promotor ainda ameaçou e amedrontou a adolescente.

“Tu teve coragem de fazer o pior, matou uma criança, agora fica com essa carinha de anjo. Eu vou me esforçar o máximo pra te pôr na cadeia. Além de matar uma criança, tu é mentirosa? Que papelão, hein? Vou me esforçar pra te ferrar, pode ter certeza disso, eu não sou teu amigo”

O caso

A jovem, que denunciou o pai por abusos constantes, engravidou e conseguiu na Justiça autorização para fazer um aborto. A audiência, aqui relatada, aconteceu em 2014, mas só se tornou pública no dia 31 de agosto.

Na época, durante as investigações, um exame de DNA comprovou que o filho da adolescente era mesmo do acusado. O processo seguiu e o pai foi condenado a 27 anos de prisão. Ele entrou com recurso e conseguiu reduzir a pena para 17 anos.

De acordo com o desembargador José Antônio Daltoé Cezar, a garota tem direito de pedir indenização pecuniária contra Theodoro Alexandre, “uma vez que mais do que falta grave, agiu este com dolo ao lhe impor ilegais constrangimentos”, explicou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *