Os efeitos psicológicos das pesquisas (clóvis veronez)

psicologia

Acreditem ou não nos números, o fato é que os coordenadores e equipes das campanhas políticas, reagem animicamente quando circulam informações sobre sondagens de opinião. Reagem bem quando lhe são positivos e mal quando negativos. Tornou-se pratica comum, disseminar estatísticas extra oficiais e, até, algumas oficiais, que diminuam o ânimo adversário, como tática de campanha.

Entre os que acreditam em eleição ganha, o sentimento de que a diferença ampliou-se é “injeção na veia”. Na prática, a idéia de que falta muito pouco, entusiasma os interessados/colaboradores a um conjunto de esforços extras sempre positivos, do ponto de vista dos estrategistas. Estes, esforçam-se para que circulem números que impactem negativamente seus adversários. Se possível, se espalhem na boataria.

Não e raro, para que se produza este efeito, a projeção de resultados com base na curva observada nesta ou naquela campanha, sem que isso corresponda à realidade aferida no momento do trabalho de campo.

Entre os que partiram de posições intermediárias, existe sempre a expectativa de que “uma nova sondagem” revele o encurtamento da distância. Diante de muitos relatórios e, como num vôo cego, desanimam aos primeiros ventos contrários.

Portanto, a guerra dos números tem como primeiro objetivo influenciar animicamente o adversário e/ou confundir sua estratégia, mas esse não o único. Ela mira, também, a politica de arrecadação financeira, segundo uma lógica bem simples: maior a chance, mais recursos; menor a chance, menos recursos disponíveis.

Certo é que este impacto interno nada altera o movimento do eleitor comum em direção ao voto.

É possível, para os que estudam cientificamente o curso de formação da opinião pública durante os processos eleitorais, fazer projeções. As pesquisas servem, em última análise, para correção de rumos no planejamento das campanhas e assim devem, racionalmente, ser interpretadas.

Um comentário

  • Não abriu a página para contato então estou enviando por aqui.

    Minha pergunta é:

    ‘Eduardo Leite é prefeito ou cabo eleitoral?’

    Não que a aparição dele me incomode ou vá influenciar na eleição. Não acredito que sua atuação nos comerciais irá ajudar a sua candidata mas parece haver uma mistura da figura pública, ou seja, suas aparições ao público se dão como político do PSDB ou como Chefe do Executivo?

    Isso se intensifica ainda mais por haver no site da prefeitura diversas notícias de inaugurações que certamente Leite se fará presente.

    Onde está o limite entre homem público e o militante?

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