O “Erro Crasso” das campanhas de oposição em Pelotas. (clóvis veronez)

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Marco Licínio Crasso, após comandar as forças que derrotaram o levante de escravos liderados por Spartacus, desenvolveu a ideia fixa de conquistar os partos, povo cujo império dominava a Mesopotâmia e impedia a expansão de Roma. Só que usou uma tática ineficiente e atacou a exímia cavalaria parta com uma infantaria romana em campo aberto. O “erro crasso” custou sua vida.

As campanhas políticas são pautadas por ideias “chave”, que conquistam ou não os eleitores. Afinal, estes numa ampla maioria, escolhem apenas um motivo, considerado o mais forte, na hora em que decidem o voto.

O mote central da campanha situacionista, representada por Paula Mascarenhas (psdb), é o da “continuidade”. Ou seja: atribui-se, eleitoralmente, ao atual governo, um conjunto de obras de infra estrutura que muito pouco dele dependem. “A mudança que não pode parar” não ocorrerá, no caso, por decisão local, estando condicionada ao prosseguimento de programas como o PAC e ao aporte de recursos federais.

Todos o conjunto de grandes obras no município são de responsabilidade do governo federal. Cabe repetir, todos: os concluídos, em fase de conclusão e aqueles em projeto.

Assim, a ideia de continuidade é falsa e oportunista. No entanto, parece que tem sido comprada, na ausência de contraponto, pela maioria do eleitorado local. Não se percebe, nas campanhas de oposição, o necessário argumento esclarecedor na “(des)construção” da falácia situacionista. Muito menos, o desafio para que a atual gestão apresente aquilo que foi realizado com recursos próprios da cidadania local. Teríamos ai, uma desagradável constatação.

Neste cenário, a candidatura Paula, voa em céu de brigadeiro. Seus adversários, “ciscam” miudezas numa espécie de esparrela.

É o caso de um “erro crasso”. Aquele mesmo erro tático de Marco Licínio.

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