Cunha foi preso: preste atenção (clóvis veronez)

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A prisão de Eduardo Cunha deve ser saudada, mas “olha” bem. Teriam se enganado aqueles que apontaram a “lava jato” como operação de viés político seletivo?

A princípio, este, entre tantos outros prováveis motivos, é o efeito desejado na opinião pública.

A prisão de Cunha é tardia e tornou-se inadiável diante da opinião majoritária sobre os caminhos torpes da lava jato. Contribui, prioritariamente, para uma catarse coletiva reparadora. A midiotizante máquina de forjar senso comum da imprensa golpista, não hesitará em demonstrar ineficaz o argumento de que Moro possa pedir a prisão de Cunha e, ao mesmo tempo, ser parcial ou seletivo.

As recentes pesquisas nacionais apontam na direção dessa necessidade: uma perigosa queda na avaliação do juiz justiceiro.

Vox Populi e CNT constataram  que a população brasileira “descobriu” o caráter seletivo da Lava Jato e de Moro. Por outro lado, quantificaram fato mais perigoso ainda, a vantagem de Lula na corrida presidencial. Por isso, o gesto de Moro pode representar, aquilo que não se revela de imediato, o “sacrifício” necessário.

A prisão de Cunha desencadeará uma nova rodada na disputa por versões.

Condena-lá é uma estupidez diante do que sua tal figura representa no contexto da política brasileira. Por outro lado, é necessário escapar da esparrela “moral” que está posta aos ingênuos midiótas e, até, a setores da esquerda.

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luciana

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Prisão de Cunha dá tiro fatal na narrativa cínica vitimista de Lula

A ordem de prisão foi expedida nestas terça (18). E olhe só: Moro também decretou o bloqueio de bens do ex-deputado no valor de R$ 220.677.515,24. Isso deve ter doído bastante no bolso dele.

Mas também deve ter doído muito para as hostes petistas, que perderam uma das narrativas mais cínicas já inventadas na história da política brasileira: aquela dizendo que “Lula é perseguido”.

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O que está em jogo agora?

Cunha é uma bomba. Foi, sabidamente a personagem central de esquemas de corrupção no interior do PMDB, partido e centro de apoio do governo pirata.

Caso faça uma delação sem controle é provável que imploda a base  sustentação golpista.

A prisão de Cunha é uma ameaça real e ambígua. Tanto pode servir aos objetivos golpistas quanto a uma reviravolta na conjuntura política.

O Cunha preso é uma ameaça concreta à sobrevivência do governo Temer, tendo em vista de seus vínculos estreitos com figuras destacadas da atual administração.

Tëmer embarcou as pressas, antecipando seu retorno ao Brasil.

De outro prisma, o feito realimenta, no imaginário popular, o culto da personalidade do juiz “justiceiro” que apareceu arranhada nas pesquisas.

Diante deste quadro, ainda não pintado, resta gritar em alto e bom som:

DELATA CUNHA!

2 comentários

  • A prisão do Pulha é um verniz para a opinião pública ter a ideia da imparcialidade e da não seletividade da República Curitibana. O alvo FOI, É e SEMPRE SERÁ o “chefe da quadrilha” – o melhor Presidente que esse país já conheceu. O Golpe ainda não está totalmente executado. Faltam, a prisão do “chefe” e o Impeachment do Temer. Mas ainda não está na hora de derrubar o “Usurpador”, só depois de dezembro. Aí sim o golpe de concretiza: De acordo com a CF depois de metade do mandato o Congresso Nacional elege indiretamente um novo Presidente… E, assim, os “culpados” úteis já poderão ser descartados…

  • Obrigado, Darwin Ponsi, por participar do debate neste observatório.

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