RAiZ inicia “colheita” de assinaturas para sua legalização

Novo partido-movimento se baseia em princípios indígenas, africanos e ecossocialistas e participa de eleições de 2016 com candidaturas solidárias

Há mais dois anos em construção a RAiZ – Movimento Cidadanista deu início à “colheita” de assinaturas para sua formalização como partido político junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Concebido como um partido-movimento, baseado em ideias de horizontalidade, democracia participativa e consenso progressivo, a organização é a primeira a iniciar a coleta (ou colheita, como preferem chamar seus integrantes) de assinaturas no novo sistema do TSE.

A RAiZ possui membros em todos estados do Brasil e no Distrito Federal, organizados desde a base em círculos cidadanistas, espaços abertos à participação da sociedade. Acreditando numa construção de baixo para cima, o movimento possui articuladores nos estados e municípios que organizam o contato com os apoiadores através de pontos de coleta.

Por meio do site da campanha (colheita.raiz.org.br), o eleitor pode entrar em contato com a RAiZ, buscar o contato dos apoiadores em seu estado e ainda baixar o formulário para poder realizar a coleta e logo entregar aos responsáveis por seu registro no TSE.

A meta do movimento cidadanista é conseguir as 487 mil assinaturas necessárias até 30 de junho de 2017, para assim contar com sigla própria para as eleições de 2018. Enquanto ainda não possuem legenda, alguns integrantes da RAiZ – Movimento Cidadanista participam das atuais eleições para vereadores e prefeitos por meio de candidaturas solidárias junto a partidos afins e já legalizados, como é o caso da candidatura de Luiza Erundina, uma das fundadoras da RAiZ, à prefeitura de São Paulo acolhida em filiação solidária pelo PSOL.

A RAiZ é um movimento político de alcance nacional que tem como princípios o Ecossocialismo de origem europeia, o Ubuntu que vem da África e o Teko Porã, ou Bem Viver, oriunda dos povos indígenas. Assim, busca reencantar a política consolidando-se como um híbrido entre partido e movimento, incorporando os saberes ancestrais e modernos e construindo-se a partir de uma estrutura mais flexível, horizontal e aberta à participação da sociedade.

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