A vanguarda dos omissos (clóvis veronez)

vanguarda

Não chega a surpreender o fato de que posições politicas ditas “à esquerda” façam coro aos novos movimentos conjunturais da direita e seu conluio midiático.

Ausentes e omissos da luta democrática, no período anterior, arvoram-se como “vanguarda”.

Na sua concepção, uma “aliança tática” com movimentos e organizações que estiveram na linha de frente em defesa do golpe institucional, com o judiciário conivente que o legitimou e com as corporações midiáticas que criminalizam os movimentos sociais e espalham, no senso comum, a figura de super heróis do estado policial em via de instalar-se no país.

Passivos e oportunistas, jogam lado a lado com o “faz de conta” do combate a corrupção que tem o endereço certo em 2018 e no fortalecimento das posições neo liberais na disputa.

O faz de conta, inclui fortalecer o autoritarismo do Judiciário, com o objetivo de uma continuada criminalização da politica, especialmente, do espectro da esquerda, abrindo caminho para que a Lava Jato troque uma corrupção com “pele vermelha”, para manter a corrupção da direita que tomou o poder por meio de um golpe institucional.

Omitem que Sergio Moro possui inúmeras relações com o PSDB (o maior interessado)  e uma das intenções da operação é fazer com que este partido se fortaleça nas eleições de 2018 ou chegue a presidência da República por meio de eleições indiretas.

Argumentam, com a ladainha do senso comum, de que a maioria da população é contra a corrupção e afirmam da necessidade de cerrar fileiras ao lado dos traidores do povo em sua cruzada em direção aos retrocessos político e social. Dividem, quando deviam unificar. Teclam, quando deviam lutar.

a-diferenca

Não existe combinação possível entre a luta, massacrada com bombas e gás, e as posições abraçadas ao judiciário imoral, que não seja a denuncia dos seus ataques ao Estado de Direito e Bem Estar Social e, ainda, o viés hipócrita da “caçada” aos corruptos com que investem.

Um comentário

  • Não tem como estar do lado dos lideres que levantam a bandeira neste momento, pois sabemos que a mesma não representa de fato um combate efetivo da corrupção, mas por outro lado não podemos deixar de combater a corrupção, pois esta sempre será uma das maiores agressoras da classe popular e trabalhadora.

    Achei este artigo importante para a reflexão…

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