Tolo, burro e estúpido… para não dizer mal intencionado (clóvis veronez)

cairoli

José Cairoli, vice governador, em entrevista a rádio gaúcha (ontem) afirmou que todo ataque ao serviço público, contido no pacote do “polenta” governador, teria como objetivo recuperar o estado e devolver-lhe a capacidade de investimento. Inicialmente, tal investimento seria direcionado ao “senso comum” (grifo meu). Ele disse, na verdade, que ‘o estado “recuperado” poderia investir em segurança prioritariamente’.
“Aberração estúpida” é o termo que melhor define a entrevista.
Ciência e Tecnologia, Cultura, Pesquisa Economia e Estatística, Pesquisa Agropecuária, Pesquisa em Saúde e tudo que diga respeito a produção de conhecimento cientifico e cultural deve ser extinto. Não compõe, segundo o vice do “polenta”, o rol de atribuições da gestão pública. Devem ser extintas, portanto.
Ou seja: as áreas que atuam no enfrentamento das causas do problema da violência e criminalidade, são consideradas supérfluas, enquanto aquelas dirigidas aos efeitos passam a obter “status” de prioridade. É como se o aumento da força policial ou a construção de presídios (universidades do crime) fossem capazes de produzir a “segurança” do discurso de Cairoli.
Tolo, burro, estúpido, para não dizer mal intencionado.

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