SIMULACRO (clóvis veronez)

simulacro

O que se assistiu, durante a votação da taxa do lixo e a eleição da mesa diretora da câmara de vereadores, em Pelotas, foi um simulacro da política brasileira.

Fisiologismo, patrimonialismo, interesse pessoal, compra de consciências, troca de cargos e favores e uma conta gigantesca a ser paga pela população. Sempre ela.

Pelo que se desenhou, essa será a tônica do governo de Paula Mascarenhas, um toma lá dá cá, alheio a qualquer sentimento republicano de proporcionalidade na correlação de forças políticas na casa e respeito pela democracia. O que vale e aliar-se ao capeta, se preciso for, para silenciar vozes destoantes e assegurar “unanimidade” comprada ao preço do sacrifício da parcela mais pobre da população. O legislativo não pode, em nenhuma hipótese, transformar-se num “puxadinho” do executivo. Mas, afinal, foi o que se viu.

Debochou-se da cidadania local, numa sessão infindável, para, ao cabo, eleger um conluio de interesses inconfessos. O principal, talvez, a privatização do SANEP.

O dado positivo é a estranheza causada na população na pantomima da canastra toda e, por outro lado, a semente de uma aliança no campo das forças populares que há de prosperar.

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