Esta semana o mundo perdeu Zygmunt Bauman

Bauman serviu na Segunda Guerra Mundial pelo exército da União Soviética e conheceu a esposa, Janine, nos acampamentos de refugiados polacos. Graduou-se em sociologia na URSS, mas iniciou a carreira na Universidade de Varsóvia, de onde foi afastado em 1968, após ter vários livros e artigos censurados. Saiu da Polônia após sofrer perseguições anti-semitas e, na Grã-Bretanha, tornou-se professor titular da Universidade de Leeds. Recebeu os prêmios Amalfi, em 1989, e Adorno, em 1998. Foi professor emérito de Sociologia das universidades de Leeds e de Varsóvia.

Ele ficou conhecido como o criador do conceito de modernidade líquida. Entre seus trabalhos, destacam-seAmor líquido, Isto não é um diário e Aprendendo a pensar com a Sociologia. Relembre algumas de suas obras!


Ensaios sobre o conceito de cultura, de Zygmunt Bauman

A cultura – ensina Bauman – é um inimigo natural da alienação, um audacioso movimento humano para se libertar da necessidade e conquistar a liberdade de criação. Nesse livro, o sociólogo faz uma revisão crítica do conceito de cultura nas ciências sociais, percorrendo um longo caminho, que vai dos gregos antigos até o pós-estruturalismo. Em cada um dos três ensaios, examina as principais correntes de pensamento que estudaram o significado da cultura na sociedade.

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Amor líquido, de Zygmunt Bauman

A modernidade líquida – um mundo repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível – em que vivemos traz consigo uma misteriosa fragilidade dos laços humanos, um amor líquido. Bauman investiga de que forma nossas relações tornam-se cada vez mais “flexíveis”, gerando níveis de insegurança sempre maiores. A prioridade a relacionamentos em “redes”, as quais podem ser tecidas ou desmanchadas com igual facilidade – e frequentemente sem que isso envolva nenhum contato além do virtual -, faz com que não saibamos mais manter laços a longo prazo. Mais que uma mera e triste constatação, este livro é um alerta: não apenas as relações amorosas e os vínculos familiares são afetados, mas também a nossa capacidade de tratar um estranho com humanidade é prejudicada.

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Isto não é um diário, de Zygmunt Bauman

Neste inspirado diário, Bauman oferece fragmentos organizados em que comenta com sua habitual agudeza o que leu nos jornais, viu na televisão, soube por outros, enfim, os principais temas da sociedade contemporânea. Com uma simplicidade invejável, ensina a ler e a pensar sobre o que vivemos.

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Globalização: As consequências humanas, de Zygmunt Bauman

Sem oferecer todas as respostas sobre o tema, o sociólogo mostra as raízes e as consequências do processo de globolizaçãol, e dispersa um pouco da névoa e da banalização que cercam este termo. Numa análise instigante, Bauman convida os leitores a uma reflexão sobre os efeitos da globalização – premissa supostamente inquestionável a respeito do nosso modo de vida – na política, na economia, nas estruturas sociais e até em nossas percepções de tempo e espaço.

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