31 de março: construir a organização e a unidade necessária para a greve geral (clóvis veronez)

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O governo pirata de Michel Temer, afirmado por via de um golpe de parlamentar e midiático, avança os ataques aos direitos sociais e à soberania nacional.

A ofensiva visa transferir ao grande capital e ao “mercado” os recursos públicos e os recursos naturais e com o que intitulou “reformas” trabalhista e da previdência, uma inédita redução do papel social do Estado.

Não são reformas o que pretendem os golpistas, ao contrário, é a destruição dos direitos e conquistas da juventude e da classe trabalhadora. A expressão “reforma” transformou-se em retórica dissimulada para justificar o processo de desmonte que acelera o implante de políticas no interesse de um rentismo parasitário.

Não bastasse os ataques aos direitos, colocou-se em marcha uma escalada policial repressiva aos movimentos sociais da cidade e do campo, amparados por uma seletividade na mídia, via aporte milionário em propaganda, que esconde a indignação popular.

O governo Temer não consegue mascarar que a promessa de retomada da economia não passou de demagogia para usurpar o poder e aprofundar as políticas neoliberais, pois o desemprego se amplia, retorna o arrocho salarial e a redução do poder de compra dos salários, assim como o endividamento das famílias, o que reflete na deterioração das condições de vida da classe trabalhadora.

De outro prisma, uma crescente mobilização em amplos setores da sociedade brasileira começa a influenciar a cena política e fazer crer na possibilidade de barrar ou contrabalançar, na luta, o objetivo dos neo golpistas.

Acumular forças e lacrar os cadeados no 28 de abril é o papel fundamental que cabe aos lutadores sociais, sindicatos, juventude, artistas, mulheres e homens desse tempo. No 31 de março, de uma lembrança maldita, estaremos afinando nossos tambores.

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