Os bois de piranha do golpe: o show não pode parar (clóvis veronez)

mouro
O boiadeiro deveria escolher um animal velho ou doente e colocá-lo na água em local  acima ou abaixo do ponto de travessia. Enquanto as piranhas devoram o boi escolhido, os demais passam pelo rio e seguem a caminhada sem dificuldade.

A capa da revista veja, estampou a figura do Play Boy (mimado) Aécio Neves, na sua última edição. Foi suficiente para insuflar a narrativa de uma “galera” em direção ao “senso comum” nas redes sociais.

-“A  Lava Jato chegou nos tucanos! Mídia golpista? E ai, silêncio na arquibancada”? (questionou lacônico, um amigo lá no facebook)

atençãoA aparente e não inédita guinada no foco das investigações é um movimento tático previsível dos estrategistas do golpe brasileiro. Assim, não deveria causar tanta surpresa

Seus antecedentes estão na prisão de Eduardo Cunha e são reeditados, agora, com o sacrifício extra oficial do Aécio. A diferença entre os dois é que Cunha, mantido até o limite do cumprimento da sua missão (comandar a quadrilha do “impitimam”) desmoralizava a imagem idônea da operação.

Já o play boy das Minas Gerais não pode mais cumprir missão alguma é um fracasso político. Melhor: sua missão, abreviada, nesse momento, é dar vexame.

No entanto, a prisão do cunha (com o sumiço dos milhões), tanto quanto o vexame de Aécio estão pautados pelo mesmo motivo: uma tendência, medida e contrária, da opinião pública que passou a questionar a seletividade da operação e ameaçar seu objetivo final – Caçar Lula, impedindo que concorra em 2018-.

Aécio, um boi eleitoral doente, foi a bola da vez!

Nada de novo sob a treva, que não seja a palha na fogueira do senso comum, reativando-a.

atençãoOntem (4), houve um “alvoroço” na mídia, em função da homologação do acordo de delação do casal João Santana/ Monica Moura. Menos de 12 horas depois, o Jornal O Globo publica a seguinte manchete: “João Santana e mulher detalham ilícito em campanhas do PT desde 2006”.

O show não pode parar!

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