Michel Temer recua no desmonte da Previdência


Temer e Meirelles (Fazenda): o Planalto vai cobrar da equipe econômica 1 freio nas declarações contra alterações na reforma da PrevidênciaSérgio Lima/Poder360 

Diante da pressão e da luta popular, aumenta a rejeição no congresso e no senado. Não restou alternativa: recuar!

Os articuladores políticos do governo já concluíram que o projeto terá que ser modificado. Temer, apavorado, decidiu pressionar o ministro Henrique Meirelles (Fazenda).

Temer concedeu entrevista na manhã desta 5ª feira (6.abr.2017) à Rádio Bandeirantes. Afirmou que o relator da Reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), foi autorizado a negociar alterações na proposta desde que seja mantida a idade mínima.

“Eu tenho ouvido muitos membros do Legislativo e eles fazem ponderações do tipo, a aposentadoria do trabalhador rural, a questão dos deficientes, do chamado Benefício de Prestação Continuada. Eu acabei de autorizar o relator a fazer os acordos necessários nesses tópicos desde que se mantenha a idade mínima, que é o que aconteceu em várias países”, disse o presidente.

Antes o governo dizia:

  • Michel Temer: “Chega de pequenas reformas. Ou enfrentamos de frente o problema ou iremos condenar os aposentados a baterem nas portas do poder público e nada receberem”.
  • Henrique Meirelles (Fazenda): “Se não for para fazer uma reforma completa, é melhor não fazer nada”.
  • Eliseu Padilha (Casa Civil) : “A reforma terá que ser dura, dados os padrões em que nos encontramos”.
  • PMDB: “Se a reforma da Previdência não sair, tchau Bolsa Família. Adeus Fies. Sem novas estradas. Acabam os programas sociais”.

A situação atual:

Nesta 5ª feira (6.abr) pela manhã o relator da reforma na Câmara, Arthur Maia (PPS-BA), apresentou ao presidente 1 primeiro levantamento de suas negociações. A avaliação: há resistências generalizadas. Isso levará a mudanças no texto original do governo.

Segundo o Poder360/Drive algumas mudanças que já são consensuais na base de apoio ao governo no Congresso:

  • a idade mínima de 65 anos pode passar, mas o tempo de contribuição não será fixado em 49 anos;
  • outra opção será adotar a idade mínima igual para homens e mulheres ao longo do tempo. Ou seja, seria mais suave neste momento inicial e no futuro não haveria mais diferença de gênero na definição da idade mínima para aposentadoria;
  • não há clima para grandes alterações nas regras atuais da aposentadoria rural, como propõe o projeto do governo;
  • deverá ser aceita uma flexibilização nas regras de transição;
  • há boas chances de ser permitida a acumulação de aposentadorias no limite do teto da Previdência;
  • o BPC (Benefício de Prestação Continuada) pago a deficientes também deve sofrer modificações no projeto do governo;
  • Exceções para algumas categorias, como professores e policiais.
  • infraestrutura.

Na entrevista, Temer demonstrou contrariedade com os ataques que tem sofrido do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros: “Não posso a todo momento estar brigando com quem não é presidente da República”, disse.

E o site do jornal O Estado de S.Paulo publicou nesta 5ª feira (5.abr) 1 placar com os votos contrários e a favor da proposta de reforma previdenciária. Ao menos 256 deputados afirmaram ser contra. Desses, 60% integram a base aliada de Temer. (fontes: Estadão e Poder 360)

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