Como entender a “isentona” Luciana Genro? (clóvis veronez)

isentão

 

Sou daqueles que defendem a unidade da esquerda brasileira. Acredito que essa unidade deva estar pautada no enfrentamento da “nova” onda de conservadorismo no país, nas américas e no mundo todo. Tsunami que ameaça os direitos conquistados, meio ambiente, soberania das nações e a própria humanidade. A unidade, como a concebo, tem que elevar o patamar da luta atual, ultrapassando seus aspectos econômicos para alcançar o terreno político, apontando, sobretudo, a radicalização da democracia. Essa, na conjuntura atual, não é tarefa deste ou daquele partido, mas de todo o conjunto do campo popular e democrático.

Direto ao fato

(as informações são de Landim Neto)

Num texto publicado no dia 6 em sua página na internet, Luciana Genro se apresenta como alternativa de seu partido para disputar as eleições presidenciais de 2018. E diz também, em clara oposição a uma possível unidade com o PT: “A liderança de Lula não representa a esquerda – e isso deve ser dito em alto e bom som. Eu estava, assim como minha corrente, preocupada com o risco de o PSOL não lutar também contra essa falsa alternativa.

Luciana enaltece de forma clara uma operação político-judicial “justa” e “apoiada pelo povo” mas que, estranhamente, favoreceu a entrada golpista de Michel Temer (PMDB); ordenou sequestro do ex-presidente Lula e ameaça prendê-lo de vez mesmo sem provas; vaza sem amparo da lei gravações telefônicas de uma presidenta que foi torturada por combater a ditadura militar; manda prender e processar blogueiros que criticam o juiz Sérgio Moro e usa e abusa de ‘prisões preventivas’ com o fito de forçar delações premiadas…

Em que país vive Luciana Genro?

“Junto com minha corrente, sempre defendi que a Lava Jato estava cumprindo um PAPEL POSITIVO ao enfraquecer um sistema político corrupto e burguês. As prisões da cúpula do PMDB do Rio falam por si só – o que a cara de Aécio na Veja mostra também. Apesar disso, este é um tema que o PSOL não tem resolvido. Não há consenso e minha posição não é a de todos. Ao contrário, creio que o partido perdeu uma imensa chance ao não defender de maneira resoluta esta causa justa apoiada pelo povo.”…

Luciana Genro enaltece de forma clara uma operação político-judicial que diz ser “justa” e “apoiada pelo povo” mas que, estranhamente, favoreceu a entrada golpista de Michel Temer (PMDB); ordenou sequestro do ex-presidente Lula e ameaça prendê-lo de vez mesmo sem provas; vaza sem amparo da lei gravações telefônicas de uma presidenta que foi torturada por combater a ditadura militar; manda prender e processar blogueiros que criticam o juiz Sérgio Moro; usa e abusa de ‘prisões preventivas’ com o fito de forçar delações premiadas… Luciana diz que tamanho artefato pró fascismo enfraqueceu  um sistema político corrupto e burguês”. 

Com todo respeito ao PSOL: Luciana faz o papel da “golpista isentona”.

Aposta, erroneamente e reincidentemente, na despolitização para fazer apologia de um judiciário fundamental à efetivação do golpe. Será que acredita, mesmo, que apostar no “senso comum” é o caminho da tal nova política ou como diz o filme: “A lei é para todos”?

 

 

 

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