A ENCENAÇÃO E O TEATRO DO NOSSO TEMPO (CLÓVIS VERONEZ)

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A arte só pode ser considerada iluminação da existência e “reduto da esperança”, como nos ensina Adorno (Theodor Adorno, 1903-1969), se conseguir manter viva a utopia da Humanidade, trazendo a Verdade com a única perspectiva honesta que nos resta hoje em dia: nossa visão enquanto artista.

 

Um teatro vivo e pulsante, tal como as outras artes, negará a indústria e o mercado, o consumidor e o lucro. Coabitando com essas dimensões da estrutura social, esse teatro irá buscar sua integridade além delas.

A desalienação do artista torna-se, nesse caso, elemento fundamental para a criação de um teatro significativo. Somente a partir do momento em que o ator se percebe como agente social efetivo, através da arte, o espectador pode viver uma experiência teatral plena.

Estará plantado no chão do mundo, sem dispensar as possibilidades reais que o imaginário lhe oferece como matéria-prima da criação.

Cabe ao artista de teatro, tornar-se gestor da sua arte, animar uma reflexão sobre a problemática da formação de público, sobretudo a importância de se pensar a criança e o jovem como público e o papel que deva cumprir na educação.

O  teatro do século XXI, não poderia deixar de incorporar em suas diferentes manifestações as mudanças na forma de se relacionar com o meio ambiente e o amor. Deve colocar em cena o empoderamento feminino, identidade, igualdade de gêneros, “poliamor” e respeito aos limites do humano próximo e do planeta.

O teatro do século XXI precisa “andar”, dispensando (se necessário) seus próprios edifícios, poltronas e cortinas.

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