O Brasil não é sério, mas hilário (juremir Machado)

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Num país sério o governo Temer teria acabado ontem.

Nunca antes na história deste país nove ministros passaram a ser investigados ao mesmo tempo por suspeita de corrupção.

Por que as panelas não exigem imediatamente a saída de todos eles?

Num país sério o governo inteiro teria renunciado depois da lista Fachin.

Num país sério seriam chamadas eleições gerais antecipadas, pois o Congresso Nacional atual não tem mais legitimidade para continuar.

Num país sério manifestações tomariam as ruas exigindo o fim do governo Temer, a saída dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado e a reconstrução da política pelo voto popular.

Num país hilário como o Brasil fica assim:

– Se aprovar a terceirização generalizada pode ter um terço do ministério atolado em acusações de corrupção que a mídia e o mercado aceitam.

– Se fizer a reforma da Previdência dos sonhos do empresariado pode ter o presidente da República citado por delatores em casos escabrosos.

– Se prometer acabar com a CLT pode chafurdar na lama dos crimes.

Num país hilário a coerência é uma como uma panela: só bate quando interessa ideologicamente. Depois, volta a ser um utensílio de cozinha.

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