Eu vivo num tempo de guerra (clóvis veronez)

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Que as bases de legitimidade do sistema político estão ruindo,  até o mais desinteressado cidadão sabe. Que será preciso um longo e árduo trabalho na sedimentação de uma nova cultura política, ninguém duvida.

Ao futuro, devemos nos dedicar, com empenho e criatividade, especialmente, no inevitável confronto com a avassaladora onda de conservadorismo e “analfabetismo político” que emergiu na travessia tenebrosa dos acontecimentos recentes. Vivemos um tempo de guerra!

Como cada crise é única, o que podemos é especular sobre as tendências do seu desdobramento histórico e os caminhos para superação da barbárie social que presenciamos.

Essa tarefa, tudo indica, terá de ser realizada, por um campo que ainda é preciso (re)construir. Implica, para começo de conversa, o reconhecimento dos erros no interior da sua trajetória, não esquecendo que é preciso defender a retaguarda dos seus acertos e conquistas.

Ou isso, ou o risco de permanecer preso na armadilha banal que lhe foi preparada pelo campo do inimigo comum, ou seja: fazer crer, de forma barulhenta, que a política é um espaço contaminado e , com relação a ele, é preciso manter-se cético e alienado.

Mais do que o convencimento ideológico, o campo conservador e os que lhe repercutem, perseguem metas concretas. No seu horizonte, o poto de fuga é a redução da existência e da própria vida ao espaço de uma “livre” disputa no mercado.

Quando miramos o futuro, não há antecipar o desfecho. O que existe, de fato, é um jogo pesado a nos desafiar.

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