Sobre a pesquisa do vox populi/c.u.t (clóvis veronez)

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Quem frequenta ambientes populares, já percebeu, há algum tempo, uma mudança na tendência de percepção da realidade política brasileira, nas pessoas mais comuns, quero dizer: naquelas que normalmente rejeitam a politica nos seus assuntos cotidianos, mas que ao longo da campanha midiática que antecedeu ao golpe branco no Brasil, moviam-se na direção do senso comum, espraiados pela cobertura televisiva, daqueles domingos patrióticos de 2016.

A pesquisa é um retrato dessa percepção modificada, em tão curto espaço de tempo.

Reforça , também, a concepção da ciência politica que atribui o comportamento político eleitoral uma relação de custo/benefício. Esta teoria, encontra-se numa linha de pesquisa que define tal comportamento, como fruto de escolhas racionais. Quanto ganho ou quanto perco nesta ou naquela opção? O questionamento definiria a escola da “escolha racional”.

A dianteira de Lula, aferida pelo vox, em abril de 2017, nada mais faz do que reforçar essa perspectiva de estudo.

Lula, em que pese a caçada que lhe faz a imprensa e a justiça curitibana, representa no imaginário popular a lembrança de dias prósperos para a imensa maioria do povo brasileiro. Isso, o torna praticamente imbatível numa disputa eleitoral e justifica o afã em inviabilizar sua candidatura, nos setores que promoveram o ataque a democracia no passado recente.

Se sobreviver aos derradeiros ataques, em curso neste instante, ninguém poderá vencê-lo em 2018.

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