Daquilo que dissemos, o que agora é falso: tudo ou alguma coisa? (clóvis veronez)

greve geral

Dentre os muitos embates e discussões suscitados no período que antecedeu o impedimento da presidenta Dilma, um é relevante para a compreensão do momento atual, especialmente relacionado a natureza do golpe e o papel das corporações midiáticas nas narrativas que subjazem aos fatos históricos.

Naquela “papagaiada” (o impitimam), sustentada juridicamente, pró forma, por um jurista gagá e uma esquizofrênica surtada, em dado momento, os algozes da democracia encontravam justificativa no combate a corrupção e na falta de apoio popular, que era retratada em manhãs de domingo convocadas das salas especiais da Globo com objetivo claro de insuflar papagaios travestidos de patos na av. paulista.

Pois não é que os papagaios transformaram-se em corvos, diante da imensa insatisfação que se assistiu nas ruas no dia de ontem e, nas imagens que dele resultaram?

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Pouco importa, agora, a impopularidade das medidas que originaram o movimento. Importa, apresentá-lo como reação violenta de alguns, contra medidas necessárias na “conjuntura” brasileira. Nenhuma palavra, no telejornal, que tenha colocado em cheque a ilegitimidade de um governo traidor, do ministério corrupto e de um congresso desmoralizado – ao contrário!

A legítima reação popular contrária a suspensão grave de diretos, vem acompanhada de imagens violentas e pelo discurso sobre a inevitabilidade do ataque as conquistas históricas das massas trabalhadoras.

No entanto, hoje, o povo não repetirá o quá quá quá dos corvos trêmulos e da voz embargada de  Willians (Bonners e Waacks).

O povo viu a greve. Ele estava nela!

(FOTO:AGENCIA REUTERS)

 

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