O óbvio roteiro do Moro e a poética aristotélica (clóvis veronez)

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A tele dramaturgia da Lava Jato é tão óbvia, que começa parecer chata.

O roteiro se repete, uma cena depois da outra.

Um condenado, até então omisso, resolve contar tudo que sabe, sobre Lula Vilão, obviamente.

Também repetitiva é a justificativa para que não possa provar a “deduragem”, que de “livre e espontânea vontade” resolveu empreender, para que a justiça seja feita e, claro, a cana aliviada.

Não pode provar, repete-se outra vez, pelo fato de que o vilão da estória foi rápido no gatilho e encomendou a eliminação dos rastros, coisa que muitos mocinhos, surpreendentemente não fizeram, mas isso pouco ou nada importa aos roteiristas da trama aristotélica.

No capítulo da manhã, Dna Santana relatou o “ardil” de Lula Vilão e Dilma Bandida. Uma conta de email, com senha comum e mensagens cifradas, que fatalmente não eram enviadas e apagadas depois de lidas. Ambos repetem, o que se assistiu no capitulo Léo OAS.

No da tarde, Renato Duque, outro coadjuvante, encontrou com o vilão e foi avisado de que deveria destruir as provas do crime. Bingo, temendo a ira do chefe cumpriu sua orientação.

Os capítulos foram repetidos, trocentas vezes nas redes conveniadas, durante a manhã e agora pela tarde.

A noite serão amplificados no horário nobre.

Para que, como na poética Aristotélica, o público identifique-se com o vilão da estória e Lula cresça 1 ponto nas pesquisas.

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