O editorial do jornal “O Globo” é uma confissão de lawfare (clóvis veronez)

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Publicado agora há pouco (4:30/6-maio), com o título “A nova tormenta do PT”, o editorial do jornal O Globo aprofunda a estratégia de perseguição jurídico midática ao ex presidente Lula.

O mote é sempre o mesmo: Lula sabia de tudo!

No entanto, a falta de novidade não está só nisso. Acompanha à repetida ladainha uma outra, transparente logo no terceiro paragrafo.

Embora suas acusações sejam difíceis de ser provadas de forma cabal, pois envolvem reuniões privadas que precisariam ter sido gravadas, elas vêm do homem escolhido pelo ex-ministro José Dirceu para comandar a diretoria de Serviços da Petrobras e lá permitir que o partido fizesse milionárias arrecadações enquanto estivesse à frente do Planalto”.

Note-se, também, que o voluntarismo das declarações de Duque lhe permite mentir sem que isso produza qualquer efeito jurídico.

No paragrafo final, fica esclarecido o aspecto motivacional do jornalismo canalha plim plim.

Todas as pesquisas deixam claro que Lula detém hoje a fidelidade eleitoral de cerca de 30% dos brasileiros. É improvável que ele perca o posto de líder da disputa presidencial até o início de 2018. O que esses depoimentos agora minam, no entanto, são suas chances de vencer em um eventual segundo turno um adversário sem rejeição massiva. Isso, é claro, se chegar lá solto e elegível.

Penso, de maneira diversa e justifico.

Há uma característica, marcante na campanha Moro / Mídia para inviabilizar a candidatura de Lula que destaquei na minha postagem de ontem a noite (sexta-5)

O ÓBVIO ROTEIRO DO MORO E A POÉTICA ARISTOTÉLICA     ari

A tele dramaturgia da Lava Jato é tão óbvia, que começa parecer chata.

O roteiro se repete, uma cena depois da outra.

Um condenado, até então omisso, resolve contar tudo que sabe, sobre Lula Vilão, obviamente.

Também repetitiva é a justificativa para que não possa provar a “deduragem”, que de “livre e espontânea vontade” resolveu empreender, para que a justiça seja feita e, claro, a cana aliviada.

Não pode provar, repete-se outra vez, pelo fato de que o vilão da estória foi rápido no gatilho e encomendou a eliminação dos rastros, coisa que muitos mocinhos, surpreendentemente não fizeram, mas isso pouco ou nada importa aos roteiristas da trama aristotélica.

No capítulo da manhã, Dna Santana relatou o “ardil” de Lula Vilão e Dilma Bandida. Uma conta de email, com senha comum e mensagens cifradas, que fatalmente não eram enviadas e apagadas depois de lidas. Ambos repetem, o que se assistiu no capitulo Léo OAS.

No da tarde, Renato Duque, outro coadjuvante, encontrou com o vilão e foi avisado de que deveria destruir as provas do crime. Bingo, temendo a ira do chefe cumpriu sua orientação.

Os capítulos foram repetidos, trocentas vezes nas redes conveniadas, durante a manhã e agora pela tarde.

A noite serão amplificados no horário nobre.

Alguém avisa o Moro, sem crime, sem falha trágica “num” tem catarse, não pega.

Assim que, como na poética Aristotélica, o público identificado com o vilão da estória só faz o Lula cresçer 1 ponto nas pesquisas.

 

 

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