A batalha midiática de Curitiba (clóvis veronez)

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O vídeo publicado, ontem à noite, por Sérgio Moro tem o claro objetivo de corrigir os rumos do que estava se desenhando como uma batalha campal pelas ruas de Curitiba. Pela qual, seria o maior responsável.

Moro, poderia ter ouvido Lula por tele conferência, mas preferiu expô-lo a uma via sacra na esperança de crucifixá-lo, no dia 3. No entanto, os roteiristas do ato, não encontraram os motivos que procuravam, nas torturas dos encarcerados do calabouço curitibano. A pantomima mudou de data, foi adiada para o 10 de maio. Ganhou-se tempo para que novos factoides alimentassem na horda fascista, o êxtase sobre uma possível prisão de Lula.

Factoides aos borbotões, prova que é bom: uma taça vazia.

Acostumado com vinhos raros, o juiz socialite apavorou-se na possibilidade de ver, isso sim, correr o sangue e de não poder atender os pedidos espalhados pelos outdoors na sua volta.

Com sua gravata de gosto duvidoso, gravou um vídeo de facebook onde pede o resgate do palco original do enfrentamento com o líder, que deseja eliminar da disputa das urnas.

Que a batalha volte para a mídia, lá somos amigos dos Rei, faltou dizer.

Sérgio Moro, inimigo político e pessoal de Lula pode ter cometido um erro trágico para toda a estratégia golpista.

Aposta em descer o cassete nos apoiadores de Lula presentes nas ruas e vencer a batalha comunicativa. Como na greve geral, as redes terão um papel fundamental de contraponto nesse que desde agora já é um dos mais patéticos episódios da politica brasileira.

Aos movimentos, cabe organizar a mais bonita, alegre e segura manifestação de amor a democracia que esse país já assistiu.

Com muita bexiga de tinta no outdoor e só.

Aos guerrilheiros da rede, uma palavra de ordem:

Façam soar vossos fuzis/palavras, alinhem-se os teclados da resistência.

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