O novo coronelismo midiático e a caçada ao Lula (clóvis veronez)

coronelismo

No início do período republicano no Brasil (final do século XIX e começo do XX) e como herança maldita do “mandonismo” que vinha do período colonial, vigorou um sistema conhecido popularmente como coronelismo. Este nome foi dado, pois a política era controlada e comandada pelos coronéis ( fazendeiros ricos).

A principal característica do coronelismo foi a manipulação do voto, o popular cabresto. Mas, não só essa. Fundou-se também no apadrinhamento, na desorganização do serviço público, na fraude politica, na estrutura patriarcal e no arcaísmo da estrutura agraria. Mais: afirmou-se pelo emprego da violência, na ação dos capangas dos coronéis.

Foi com Getúlio que o coronelismo enfrentou seu primeiro grande adversário, no campo popular.

O coronelismo foi e continua sendo um traço impregnado na prática politica das oligarquias brasileiras.

Não mais calcado no plano municipal, como no período da velha republica, mas no âmbito amplo da sociedade de massas é que assistimos o seu retorno a vida pública, protagonizado por novos coronéis aquartelados na grande imprensa e mantidos, ainda, pelas mesmas oligarquias.

Mandonismo, cabresto, precarização dos direitos e fraude política continuam a caracterizar-lhe.

Se no passado derrotou Getúlio e conduziu o país para o regime militar, hoje esses novos coronéis da mídia, tentam manipular cinicamente a opinião pública, com vistas ao sepultamento de um breve período de bem estar social.

O líder popular, o símbolo a ser aniquilado é Lula, custe a violência que custar.

 

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