A cretinice da folha

Mesmo que um instituto de pesquisas vinculado a si aponte que 85% da população é a favor de eleições diretas, mesmo a pergunta levando a crer que seria necessário mudar a Constituição, a Folha de SP atribui o desejo à “Esquerda”.

Esquerda sai às ruas por renúncia de Temer

Marco Antonio Teixeira/UOL/Folhapress
Protesto pede "diretas já" e faz enterro simbólico do presidente Michel Temer no centro do Rio, na noite desta quinta-feira
Protesto pede “diretas já” e faz enterro simbólico do presidente Michel Temer no centro do Rio

ANGELA BOLDRINI
DE BRASÍLIA

As frentes de esquerda Brasil Popular e Povo Sem Medo, contrárias ao governo de Michel Temer (PMDB), convocaram para este domingo (21) manifestações em diversas cidades do país pela renúncia do peemedebista e convocação de eleições diretas.

Em São Paulo, o ato foi marcado para as 15h no Masp. O Vem Pra Rua, grupo de direita que apoiou o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, havia feito uma convocação para o mesmo local, mas retirou-a na sexta (19), alegando “motivos de segurança”. O movimento nega recuo, prometendo uma nota data, ainda não marcada.

Outras capitais também têm programação de manifestações no domingo. Em Brasília, a concentração será às 10h no Museu Nacional, enquanto no Rio, os manifestantes devem se encontrar no metrô São Conrado, às 14h.

Editoria de Arte/Folhapress
PROTESTO EM SÃO PAULO - Grupo deve se reunir na av. Paulista neste domingo

Na capital fluminense, os organizadores querem ir até a casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na zona sul. Ele é o primeiro na linha sucessória da Presidência e coordenadores já afirmaram que caso assuma, devem continuar as mobilizações.

Em ambas as cidades, os últimos protestos terminaram em conflito com a polícia, na quinta (18). Haverá protestos no domingo também em Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Aracaju, Maceió, Fortaleza, Goiânia, Campo Grande, Cuiabá, Belém, Natal, Porto Velho e Palmas, entre outras.

Além da renúncia de Temer, os movimentos pedem eleições diretas para escolher seu sucessor. Pela Constituição, a escolha seria indireta, já que já se passaram mais de dois anos do início do mandato da chapa eleita em 2014.

“Já há setores articulando eleição indireta, parlamentarismo, Rodrigo Maia, Cármen Lúcia. Mas todas essas soluções são ilegítimas”, disse Guilherme Boulos, coordenador do MTST e da Frente Povo Sem Medo.

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