A VITÓRIA DO CAMPO POPULAR ESTÁ CONDICIONADA À UNIDADE (CLÓVIS VERONEZ)

1

diretas 3

Tenho defendido um movimento e uma perspectiva latentes na “esfera” pública que atuo. Qual seja, a necessidade da construção de uma frente ampla de esquerda como condição, para o avanço da luta política em curso no Brasil, desde o golpe em 2016.

Poderia, talvez devesse, recorrer à literatura política na justificativa dessa perspectiva. Não faço, pelo simples motivo de que não caberia aqui. Ou, ainda, de que pudesse sofrer à tentação de adaptar determinado “argumento” ao fim pretendido.

Assim, opto pelo resgate dos fatos recentes, onde a unidade foi determinante para o sucesso da resistência ao empreendimento golpista e seu ataque aos direitos da população. Refiro-me a Greve Geral e a “Invasão” de Brasília.

Estou convencido de que não há, no campo de esquerda, qualquer posição que duvide da importância desses momentos, para a retomada da luta dos trabalhadores, elevação do seu grau de consciência e acumulo de força politica para os setores sociais representados.

Colocado de outra forma, seria possível afirmar que, não fosse a ampla frente constituída nas sua convocações, não haveriam os saldos qualitativo e quantitativo resultantes.

Alguém poderia imaginar, a Greve ou o movimento de Brasilia, convocados por apenas uma central sindical ou qualquer partido unitariamente? Tenho certeza que não.

Só isso, já constituiria argumento suficiente para defender o aprofundamento das condições políticas e das alianças vitoriosas nos eventos citados.

No entanto, há muito mais no futuro próximo.

O conluio golpista, não teria feito o que fez, para abandonar seus objetivos no percalço inesperado. Não entregará os pontos, nem deixará barata a sua “aventura”. Ao contrário, fará o que estiver ao seu alcance, para derrotar a resistência popular, atuando preferencialmente para lhe fracionar.

Cabe à esquerda brasileira, nesse momento da história, um olhar distanciado de paixões coadjuvantes.

É fundamental radicalizar a democracia no país, iniciando pelo próprio campo. Construir, numa mediação possível entre as forças democrático populares, um programa que transfira à cidadania e sobre patamares inéditos, a condução das política públicas e a definição de prioridades de investimentos na esfera governamental.

Esse é o desafio posto no tempo de hoje.

É preciso avançar, tendo como limite o impossível.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *