A inflexão no estado de natureza “hobbesiano” produzido na mídia golpista (clóvis veronez)

hobbes

“Coxinhas e mortadelas globais se unem em grupo contra Temer”.

Foi essa a manchete, obtusa, da revista veja, para definir a reunião na casa de Caetano Veloso onde formou-se uma aliança de trabalhadores da cultura e artistas em torno da campanha por eleições diretas.

Tem algo no ar, que não vem da globo nem das organizações e partidos políticos tradicionais.

Já havia sido assim por ocasião da greve geral onde, segundo estudos da fundação Getúlio Vargas, uma batalha comunicativa foi travada nas redes sociais.

Naquela ocasião foi amplamente vitoriosa a hashtag #brasilemgreve comparada com #agreveFalhou. A característica marcante da disputa foi, justamente, a origem das postagens localizadas fora das tradicionais fontes de comunicação. Para se ter uma ideia, o maior número de “retweets”, favoráveis a greve, originaram-se de perfis como os de Leandra leal (atriz) e Cynara Menezes (blog socialista morena).

Mas, voltando ao fato da reunião na casa de Caetano, quem poderia imaginar que ela tivesse ocorrido há um ano atras? Ninguém!

Experimentamos no passado próximo, resultado do desatino inconsequente de uma campanha midiática corporativa, uma atmosfera próxima ao estado de natureza Hobbesiano, onde seria “o homem o lobo do homem”.

A quem isso interessaria?

É significativo o encontro, pelo prisma de um sentimento, esse sim, hegemônico no amplo espectro social: o velho está morto, façamos nascer o novo.

“‘Fora, Temer’, não, isso lembra o passado. Mudamos o slogan: ‘Temer, jamais’”, disse à Folha Serrado, que participou dos protestos pelo “impitimam” de Dilma.

Não é ingenuidade, claro que não!

Tem algo de novo no ar que não vem da Globo.

Para avançar, temos que apreender e interpretar.

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