Napoleão é a cara do velho Brasil (Ricardo Almeida)

logo observatório

napoleão

Napoleão é a cara do velho Brasil. Vejam que o juiz preferiu a Bíblia à Constituição, ao invocar a Ira do Profeta. Assim, ele se somou à safadeza de centenas de juízes, deputados, senadores, governadores, prefeitos e vereadores que querem acabar com os nossos sonhos e direitos conquistados com muita luta.

Mas vamos combinar: quem não tem um Napoleão e um Gilmar Mendes na sua cidade? Se alguém se surpreendeu com a decisão do TSE não está raciocinando bem ou não leu as previsões publicadas recentemente nos blogs e jornais . Agora que “as coisas” ficaram claras, está mais do que na hora de se indignar e reagir… Pois, quem antes apostava numa saída fácil e apenas institucional para a crise moral, cultural, econômica e política pode agora se preparar melhor para as novas batalhas que se avizinham.

Por exemplo, como será que o STF vai julgar o impeachment da Dilma, já que o Ministério Público disse que não houve pedaladas, as contas da sua campanha foram aprovadas pelo TSE, e agora ela também foi absolvida por este processo movido pelos perdedores?

Quem está atento aos fatos e/ou aprendendo a traduzir os sinais que estão nos enviando por linhas tortas (não somos deuses para controlar o destino), já compreendeu que o caminho é cheio de contradições, e que ele exige muito estudo, organização e comunicação para podermos avançar coletivamente.

A nossa sociedade vai se consolidando a cada ação dessas, mas também por meio daquelas ações positivas que se realizam nas cidades, independente de serem tortas, confusas ou pequenas. O importante é que o NOSSO PROPÓSITO (pra que diretas? Pra que lutar? Quais são os direitos em disputa?) e os PRINCÍPIOS (democracia, autonomias, etc.) sejam trasmitidos de forma clara para dentro e para fora dos movimentos sociais. Vejam que o PROPÓSITO e os PRINCÍPIOS DELES – dos golpistas – já foram reconhecidos pela grande maioria da população, e nem mesmo os jornais e as redes de tv do Brasil e do mundo conseguem esconder tantas tramóias.

Portanto, nós que somos totalmente diferentes deles, precisamos reconhecer e participar das nossas diferentes manifestações e movimentos populares para contribuir na organização das próximas etapas da luta.

Lembrem sempre que nós lutamos em nome de todxs aquelxs que lutaram no passado e também para deixar uma boa herança para os nossxs filhxs e netxs … Assim seremos lembrados pelas futuras gerações.

Pensem e raciocinem: como vocês querem ser lembrados?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *