No tribunal, de “biquinhos e trejeitos”, ninguém esta preocupado com justiça – todos fazem política (clóvis veronez)

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Foi uma cena deprimente. Apenas mais um ato da farsa dissimulada, do faz de conta grotesco para tentar enganar à sociedade. O “julgamento”, no TSE, foi só mais um detalhe, que demonstra quanto o sistema jurídico é coadjuvante nesta pantomima política. Ninguém mais atura o roteiro medonho do Golpe. Isso ficou muito claro em qualquer canto, em qualquer conversa que se ouça.

Para bem da verdade é preciso que se diga, que esse vexame ocorreu a contragosto. Nem deveria ter acontecido. Era o plano B da quadrilha. Daí, o mais patético de tudo que se viu: o tribunal responsável por garantir o exercício “pleno” da democracia, absolveu um ladrão confesso como o primeiro mandatário da sua república de bananas podres.

Nada mais deprimente aos olhos da sociedade, mesmo que a imprensa (globosta) tenha tentado fabricar, na figura do Herman, esse de cabelos “acaju” e biquinhos lustrosos, um novo paladino da moral curitibana, tão brega e interesseira quanto os cabelos acaju e “biquinhos” do novo “justiceiro”. Só que não: ninguém engole o trago amargo. Nem que ele estivesse vestindo plumas e paetês.

O que todos queriam, aqui fora, era o ladrão longe da presidência. Para a opinião pública, reducionista e desestruturada, não havia mais a chapa, havia só o Temer.

Aquele papo de caixa dois, a plebe já conhece bem. Tanto faz como tanto fez, em qual chapa. Já que a perdedora, pela irrevogabilidade das provas, está, já, na porta das celas. Contem outra, a política é poeira na garganta e nos olhos do povo.

Caixa dois? De quem? Aécio, Everaldo, Marina, Dilma? De mais quem? Palhaçada sem graça!

De fato, a chapa Dilma/Temer, como tão alto faz questão de gritar a mídia das oligarquias, só foi alvo dessa mentira “tribunalesca”, por um descuido atrapalhado, casuístico e intempestivo que afundou, mais ainda, a nau errante do cinismo golpista. Pudessem escapar, não estariam naquele ridículo papel, que foram obrigados a cumprir.

Na próxima cena, óbvia,  assistiremos o rompimento do PSDB com o vampiro, mas na prática seguirão, essas aves, belas coloridas rapinas que são, ao redor e votando na vampiragem.

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