Ciência sem Fronteiras, Eduardo Leite e Aécio (clóvis veronez)

dudu e aécio

Uma das primeiras medidas do governo golpista do PMDB/PSDB foi por fim ao programa Ciência sem Fronteiras, instituído em 2011 e que levou cerca de 100 mil jovens brasileiros, com bolsas integrais, para estudar no exterior.

O CsF, foi um programa amplo de inclusão cultural, democrático na sua essência e degolado justamente por isso. Ciência sem Fronteiras

Dilma com estudantes do Ciência sem Fronteiras, em 2014

Retomo esse assunto, por conta do que se discutiu nos meios políticos locais durante a semana, especificamente sobre o “Tour” de Estudos do Ex prefeito Eduardo Leite, conquistado (melhor dizer patrocinado?), com a chancela de uma organização vinculada a prestação de serviços, generosamente pagos, na sua gestão como prefeito.

Também pertinente ao tema, uma matéria sobre Aécio Neves nos States, também ele em viagem de intercambio, durante sua tenra idade e bem ao “tipo” apreciado pelas “elites culturais e politicas”, onde se escolhe, por “mérito” as novas lideranças dos processos sociais.

Desculpando-se, Eduardo afirmou haver conquistado, por “merecimento” a bolsa que lhe destinou uma organização contratada anteriormente, sem licitação, por ele. Aécio aos 17 já deixava claro os objetivos dos contatos necessários com as culturas estrangeiras.

 

Aécio, aos 17, nos “States”: “no Brasil todo mundo tem uma ou duas empregadas”

aecim

Sensacional a garimpagem  jornalística de Paulo Moreira Leite, que achou uma edição de 24 de fevereiro de 1977 do semanário The Franklin news-record, de New Jersey, onde o jovem Aécio Neves visitava amigos, num daqueles programas de intercâmbio.

Alem de rock, automóveis e programas de TV típicos da idade, o jovem Aécio já tinha conceitos muito esclarecedores sobre como viviam os brasileiros.

Segundo ele, como está no título da reportagem, não era muito diferente de como viviam os americanos.

As mulheres não trabalhavam porque não precisavam, estavam na praia ou batendo perna em shoppings.

’The women of Brazil have an easy life, according to Aecio. Most women do not work because financially they don’t have to, he said, so most of their time is spent on the beach or walking to the different shops.

E todo mundo tinha mucamas para cuidar dos “sinhozinhos”

“Everyone in Rio has one if not two maids, one for cooking and the other for cleaning.” He added that “I have never made my own bed.”

Não é à toa que ele é o que é hoje.

Poderia ter melhorado, é verdade, porque ser filhinho de papai não é condenação definitiva, sempre se pode evoluir.

Mas conservou o vício de enxergar o mundo real como o mundinho de quem vive e vivia àquela época – como em todas as épocas – “não muito diferente de lá” dos Estados Unidos.

Os outros, os milhões de pobres, remediados ou famintos são invisíveis ou, no máximo, sujam a paisagem.

Mas Aécio não teve como nem porque evoluir: afinal, neste mesmo ano já tinha um emprego para não aparecer, no Cade e, depois, no gabinete do pai, deputado da Arena.

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