Sobre Dallagnol, sítios e convicções (clóvis veronez)

palestras

 

Deltan Dallagnol é um sujeito estranho. Isso, para não dizer algo “deselegante” e sincero, sobre sua conduta.

Não é que um sujeito franzino de bochechas rosadas e óculos de aro fino, assim tão tímido, é capaz de especular no mercado imobiliário com unidades do programa “minha casa minha vida” e valer-se da sua função pública, sua expertise institucional, para faturar um extra em palestras extras.

O caso, como aquele outro, é de difícil prova. Toda convicção, nesse caso, é suposição maldosa e o sítio não é dele, afirma Dallagnol no Facebook. Não teria autorizado o negócio. Muito embora, e provavelmente, tenha assinado um contrato de venda dos seus saberes.

Cá, comigo, estou convicto – o sítio pertence ao imperador da lei. Caso contrário, teria denunciado o verdadeiro proprietário e não apenas deletado seu anúncio oportunista.

Sobre esse detalhe, replico o questionamento do Eugênio Aragão, em matéria do DCM:

“E onde estão os órgãos disciplinares? Não venha com esse papo de que está criando um fundo privado para custear a atividade pública de repressão à corrupção. Li a respeito dessa versão a si atribuída na coluna do Nassif. A desculpa parece tão abstrusa quanto àquela do Clinton, de que fumou maconha mas não tragou. Desde quando a um funcionário é lícita a atividade lucrativa para custear a administração? Coisa de doido! É típica de quem não separa o público do privado. Um agente patrimonialista par excellence, foi nisso que você se converteu. E o mais cômico é que você é o acusador-mor daqueles a quem atribui a apropriação privada da coisa pública. No caso deles, é corrupção; no seu, é virtude. É difícil entender essa equação”.

 

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